ESTATUTO DA IGREJA DE JESUS CRISTO

 Excelente exposição do que realmente precisaria ser o estatuto das “igrejas” que afirmam servir ao Cristo ressuscitado.

Maravilhoso para reflexão.

CAPÍTULO I

Do Nome, Natureza, Sede, Foro e Fins

Art. 1º A IGREJA DE JESUS, chamada por Jesus de Casa de Oração Para todos os Povos, recebe também outros nomes que, ao invés de uma simples nominação, expressam seu caráter e natureza, fundada antes da fundação do mundo e manifestada depois da ressurreição de nosso senhor Jesus Cristo, é um organismo que tem por objetivos principais: Servir ao Senhor Jesus em santidade de vida e servir aos homens esforçando-se para torná-los discípulos de Jesus, trazendo-os para a salvação através do batismo nas águas e ensinando-os a guardar tudo o que o Senhor Jesus ordenou. Sua duração é eterna assim como seu fundador é eterno.

Art. 2º A Igreja de Jesus tem sua sede nas casas do povo de Deus, compostas por famílias dignas.

Art. 3º São finalidades da Igreja de Jesus:
I – manter e zelar pelo seu patrimônio que é uma vida santa e pura diante do Senhor;
II – promover a expansão do reino de Deus sobre toda a terra, tanto no âmbito de suas sedes como também em outras localidades, inclusive fora do território nacional, até os confins da terra.
III – promover a educação, correção, edificação e ensino do rebanho que a compõe em todos os seus níveis;

CAPÍTULO II

Dos Membros, Direitos e Deveres

Art. 5º São membros da Igreja de Jesus, todas as pessoas que entraram pela porta do Reino através da fé na proclamação do evangelho do reino de Deus, demonstrada pelo arrependimento de seu pecado de independência e rebelião, arrependimento esse manifestado no batismo nas águas.
Parágrafo único – Qualquer membro poderá se afastar da referida igreja se se mantiver endurecido de coração e deixar de andar na luz, assim como ele na luz está.

Art. 6º Todos os membros, e cada um deles é responsável por manter a santidade da Igreja e lutar pelo sua pureza. Cada membro também responderá com seus bens pelo bem estar dos ouros membros e não permitirá que nenhum de sues irmãos passem necessidade das coisas básicas da vida.

Art. 7º São direitos dos membros da Igreja:
I – Servir ao Senhor Jesus e servir a cada um dos membros da Igreja
II – indicar a si mesmos para os diversos serviços necessários para o bom andamento da Igreja.
III – Todos os outros direitos que apontam para o indivíduo em detrimento dos outros são inexistentes na vida da Igreja.

Art. 8º São deveres dos membros da Assembléia Geral:
– cumprir o disposto neste Estatuto, bem como as Resoluções contidas na Constituição da Nação Santa como apresentadas em Mateus capítulos 5, 6 e 7;
II – contribuir com suas ofertas e com seus bens pontual e regularmente;
III – atender as convocações feitas pelo pastor da Igreja, o Espírito Santo, diretamente e aquelas feitas indiretamente, através dos presbíteros estabelecidos pelo sumo Pastor.

Art. 9º É vedado aos membros da Igreja de Jesus:
I – A prática de atos contrários à moral e aos bons costumes bem como atos que ferem as leis do Reino de Deus.

Art. 10º. Perderão a condição de membros da Igreja os infratores referidos na carta aos Hebreus, capitulo 6, versículos 4 a 8.
Porque é impossível que os que já uma vez foram iluminados, e provaram o dom celestial, e se fizeram participantes do Espírito Santo, e provaram a boa palavra de Deus, e as virtudes do século futuro, e recaíram, sejam outra vez renovados para arrependimento; pois assim, quanto a eles, de novo crucificam o Filho de Deus, e o expõem ao vitupério.
Porque a terra que embebe a chuva, que muitas vezes cai sobre ela, e produz erva proveitosa para aqueles por quem é lavrada, recebe a bênção de Deus; mas a que produz espinhos e abrolhos, é reprovada, e perto está da maldição; o seu fim é ser queimada.

Art. 11º. É da responsabilidade dos Presbíteros estabelecidos pelo Sumo Pastor sobre a Igreja de Jesus, animar, exortar, cuidar, supervisionar, alimentar, guardar, interceder, disciplinar e responder com sua vida a Igreja, sem nunca se assenhorear dela como se fossem seus donos.

CAPÍTULO III

Dos Órgãos

Art. 12º. São órgãos da Igreja de Jesus:
I – o Presbitério;
lII – o corpo diaconal:
III – as famílias;
IV – os grupos de discípulos que são as igrejas nas casas;
V – os ministérios apostólicos.

Art. 13 º. – Responsabilidades e papel dos órgãos:
I – O Presbitério
§ 1º O Presbitério pastoreia a Igreja de Jesus, por representação, significando que não tem autoridade intrinseca, mas recebe autoridade pela delegação que recebeu do Sumo Pastor.
§ 2º O Presbitério no uso de suas atribuições deve ser ajudado por um corpo diaconal para que o rebanho (Igreja de Jesus) não se sinta como ovelha desgarrada.
§ 3º O presbítero exerce sua função em caráter definitivo enquanto se mantiver de acordo com a doutrina do evangelho nas normas estabelecidas no texto de TITO 1 e Mt 5, 6 e 7
§ 5º O presbitério deve se dedicar de forma prioritária à oração e a Palavra para que ouçam ao Senhor Jesus e ensinem com autoridade
II – Quanto ao Corpo Diaconal:
§ 1. – Compete ao diácono servir de apoio no pastoreamento para que o presbitério possa se dedicar às suas prioridades.
§ 2. – O diácono é eleito pelos presbíteros da localidade, depois de apresentado ao rebanho em caráter experimental, após o que, devidamente aprovado diante do povo recebe imposição de mãos do presbitério para o exercício de suas funções.
§ 3. – Conquanto a natureza do diaconato seja o bem estar de cada ovelha, através dos pastores das casas, não se deve confundir o seu trabalho com tarefas naturais que podem ser desempenhadas por pessoas qualificadas para isso, evitando dessa forma o desvio de função.
§ 4. – O diácono supervisiona o trabalho dos pastores das casas.
III – Quanto às Famílias
São a base de toda a Igreja. É mantida por uma vida de comunhão com o Espírito Santo, e nela seus membros executam seu papel com a graça de Deus e cooperam para o crescimento da Igreja manifestando o nome do Senhor ao redor de sua casa. Cada casa é pastoreada pelo pai quando a família é completa.
IV – Os grupos de discípulos são formados por aqueles que foram ganham pelas famílias e são cuidados por elas. Cada pessoa da família deve ser incentivada a fazer discipulos, daí se formarão os grupos de discípulos.
V – Os ministérios apostólicos são desempenhados por irmãos aprovados nas igrejas locais e que são chamados pelo Senhor, reconhecidos por outros que são antes deles, confirmados pelos sinais e demonstração do poder de Deus em suas vidas e enviados por suas igrejas de origem. Esses ministérios, de preferência uma equipe, dão assistência às Igrejas nas localidades, estabelecem presbíteros, são responsáveis por eles e cuidam para que os presbitérios e as igrejas não percam a visão.

Art. 14 º. As deliberações dos órgãos da Igreja devem ser tomadas sob oração, em unanimidade e com um só coração.

Art. 15 º. Os membros que servirem à Igreja o farão de forma voluntária, sem a expectativa de que o ministério seja fonte de lucro, ao mesmo tempo se reconhece que cada obreiro que serve à igreja é digno de receber na proporção de seu trabalho e função.

Seção I

Da Assembléia Geral

Art. 16º. A Assembléia Geral da Igreja de Jesus é constituída de todos os membros que foram lavados pelo Sangue de Cristo, que passaram pelo batismo nas águas.
§ 1. Da Igreja de Jesus fazem parte todos aqueles que em todos os lugares invocam o nome do Senhor Jesus e que o têm como seu Senhor.
§ 2. A Igreja de Jesus é católica e universal no seu alcance e natureza e apostólica na sua formação:
1. Universal e católica, pois está em todos os lugares da terra e é composta de todas as igrejas locais.
2. Apostólica, pois tem como fundamento a doutrina dos primeiros apóstolos.
§ 3. A igreja na localidade representa a Igreja Católica e Universal. Sozinha ela não subsiste.
§ 4. A Unidade da Igreja Universal é manifesta pela operação dos ministérios apostólicos.

Art. 17º. A Assembléia Geral reunir-se-á nas casas, em praças, ou em locais destinados a isso sempre visando a glória do Senhor Jesus, a edificação dos santos e o crescimento da mesma, pelo acréscimo daqueles que o Espírito Santo trouxer.

Art. 18º. A Assembléia Geral da Igreja será convocada todas as vezes que se fizer necessário para o cumprimento de seu papel

Art. 19º. Compete à Assembléia:
I – receber novos membros advindos pelo batismo;
II – cuidar para que o tempo de assembléia seja um tempo de adoração ao Senhor Jesus e que haja participação geral conforme a carta de Paulo aos Coríntios, capítulo 14, versículo 26.

Seção II

Da Coordenação da Igreja de Jesus

Art. 20º. A Coordenação da Igreja de Jesus é feita por um grupo de presbíteros (presbitério), que são eleitos tendo por base o disposto na carta de Paulo a Tito, capítulo 1. Esses presbíteros são apontados e ordenados por outros presbíteros que o são antes deles sob a assistência de ministérios apóstólicos.

Art. 21º. São inelegíveis para os cargos na Igreja de Jesus, os membros:
– atingidos por medidas disciplinares, enquanto durarem essas medidas;
II – com má reputação diante dos de fora;
III – que não demonstrem a busca por uma vida de pureza e integridade.

Seção III

Da vida e Ação da Igreja

Art. 22º. A Igreja, por sua natureza, tem por responsabilidade levar o reino de Deus a todas as nações. Esse é o seu nome “Casa de Oração Para Todos os Povos”. Ela é responsável por apresentar o evangelho do reino de Deus a toda criatura.

Art. 23º. Por ser um corpo ela é formada e mantida pelos vinculos fortes, consistentes e definidos, exstentes entre seus membros. Esses vínculos são manifestos nas ligações com alguém que chegou antes em Cristo e que o discipula, com seus iguais, e com aqueles que foram trazidos para o Reino de Deus através de sua vida.

Art. 24º. A Igreja de Jesus é caracterizada pela Unidade com o Senhor Jesus, que produz Qualidade, que produz Quantidade.

Art. 25º. Na sua expansão os membros da Igreja de Jesus sempre devem ter em mente a unidade da Igreja na localidade, trabalhando em cooperação sem competição, beneficiando-se das graças que o Senhor colocou em cada parte de Seu corpo.

Art. 26º. Cada membro deve buscar servir ao Senhor no dom que recebeu, e que haja clareza nos dons na localidade andando com uma sujeição clara aos ministérios apostólicos.

Art. 27º. O presente Estatuto entrará em vigor imediatamente, revogando-se as disposições em contrário.

estatuto elaborado com a ajuda de Jamê Nobre (pastor em Jundiaí/SP e apóstolo sobre a igreja em Brasília/DF) e assinada, de coração, por todos aqueles que foram enxertados em Cristo e fazem parte da Assembléia dos Santos.

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ONDE ESTÁ A MINHA RAZÃO EM NÃO PERDOAR?

Já fui traído e ferido por um inimigo ou alguém que não considero muito, mas logo esqueci. Mas de uma certa feita, fui ferido por amigos que muito tinha por estima, e por esperar muito mais deles, me feri grandemente.

E minhas marcas foram tão profundas, que o sentimento de justiça própria sobressaiu em mim. Passei acreditar em todas as minhas razoes para não perdoa-los. E é uma coisa que acontece comigo o tempo todo, e aqui estou eu, mais uma vez procurando razoes para justificar meus sentimentos.

Mas um certo dia, vi um homem muito ferido, com marcas profundas nas mãos e nos pés, e apesar disso ele me parecia muito sereno e calmo e tomado de curiosidade, perguntei:

— Senhor, que feridas são essas nas Tuas mãos? Ele me respondeu com uma voz baixa.

— São feridas com que fui ferido, em casa de amigos meus.

Mas a forma que falou não parecia estar com raiva, amargurado ou triste, o que me intrigou. E olhei para seus pés, muito ferido e calejados e perguntei:

— Que feridas são essas nos pés? E ele me respondeu:

— São feridas com que fui ferido em casa de amigos meus.

Da mesma forma, soou a sua voz, calma e cheia de uma paz que me incomodava. Não era possível, ele não se importar com suas feridas e sua dor. Tomado eu de justiça, indaguei:

— Vejo que és um homem bom, e duvido que tenha causado tanto mal para seus amigos. E mesmo que tivesse, não teriam eles motivos para feri-lo tão profundamente. Diga-me Senhor, o que fizeste então com estes que te machucaram, te trairam e te abandonaram? Alguma medida o Senhor tomou?.

Falei num tom de voz firme e alto o bastante para provocar um sentimento nele de revolta. Era essa a intenção, para me sentir mais seguro na minha situação também.

Ele então, se voltou para mim, e olhou nos meu olhos tão profundamente, que algo inesperado aconteceu. Estranhamente me senti culpado pelas suas feridas, Consegui sentir suas dores. Eu me perguntava porque me sentia tão mal, se nada havia feito eu contra ele.

Por um instante meus olhos se abriram. Percebi um rosto conhecido, próximo, intimo. E como uma cortina que cai dos olhos, eu o reconheci. Era um amigo meu antigo, e que há muito tempo caminhava comigo e me ajudava o tempo todo. Lembrei também que, muitas e muitas vezes o trai, o abandonei, o neguei e me escondi. Esquecia dele o tempo todo. Não era grato por tanto que ele já tinha feito por mim. Tinha uma divida com ele, impagável.

Naquele momento, eu via em seus olhos, que ele estava imensamente triste. Decepcionado comigo por todos esses sentimentos e pensamentos ruins que eu guardava. E, isso, de uma certa forma o atingia. Feria-o diretamente. Eu não pretendia que isso ocorresse. Ele sempre foi muito bom comigo.

Suas feridas estavam sangrando como da primeira vez que foram abertas. E, vi que eu era o causador disso tudo.

Senti-me muito mal, com vergonha. Minha vontade era de me esconder, correr e fugir. Mas não conseguia me mover. Os olhos dele, eram muito penetrantes, Difícil de encara-los e impossível desviá-los do seu olhar. Era fascinante o jeito que eles me prendiam.

Quando estava quase sufocado nessa angustia, ele sorriu. Sorriu tão carinhosamente que me fez desfalecer de um alivio imediato. Com total segurança senti que ele não me queria mal, apesar de realmente merecer. Ele, com a voz mais macia que já ouvi, disse:

— Estas, são feridas com que fui ferido, por te amar até o fim…

Ele me abraçou de uma forma acolhedora, como se soubesse que eu necessitava disso, e sussurrou:

— Te amarei até o fim.

Como refrigério para minha alma, sua voz lavou meu coração. Voz que me constrange em todo momento.

E, cá estou eu, lembrando:

— Houve um homem, mais digno e muito maior do que eu, que amou os seus ate o fim e os perdoou. E, perdoou a mim também. Como poderei eu reter o meu perdão? Eu me arrependo todos os dias. Rendo-me ao único que é capaz de mudar a minha maldade.

— Desventurado homem que sou!

fonte: www.pelamanha.com


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POR QUE DEUS PERMITIU PAULO SER UM ASSASSINO?

“Este texto falou profundamente ao meu coração e não podia deixar de compartilhar com os meus queridos amigos e leitores. Entenda como Deus pode usar do mal para o bem e como nada melhor que entender sermos os piores pecadores. Boa leitura!”

Nós sabemos que antes de Paulo nascer, Deus já o tinha separado para seu apostolado.

Ao que me separou antes de eu nascer e me chamou pela sua graça, aprouve revelar seu Filho em mim, para que eu o pregasse aos gentios. (Gálatas 1:15-16).

E nós sabemos que Paulo se tornou um odiador de cristãos (Atos 9:1), perseguidor de cristãos (Atos 9:5), zeloso (Filipenses 3:6; Gálatas 1:14) antes de se converter. Para todo o sempre ele chamaria a si mesmo de “o principal dos pecadores” por causa desses dias perversos (1 Timóteo 1:15; 1 Coríntios 15:9).

Nós também sabemos que Deus invadiu a vida de Paulo dramaticamente e decisivamente para trazê-lo à fé (Atos 9:3-19). O que significa que ele poderia ter planejado o encontro na estrada para Damasco antes que Paulo aprisionasse e assassinasse cristãos. Mas ele não fez assim.

Seu propósito, portanto, era permitir que Paulo se tornasse “o principal dos pecadores”, e então, salvá-lo, e transformá-lo no apóstolo que escreveria treze livros do Novo Testamento.

Por quê? Por que fazer desta maneira? Por que escolhê-lo antes do nascimento para ser um apóstolo? E depois deixá-lo afundar em oposição perversa e violenta contra Cristo? E depois salvá-lo dramaticamente e decisivamente na estrada para Damasco? Por quê?

Eis aqui seis razões. As duas primeiras são explícitas no texto bíblico. As quatro últimas são claras inferências a partir das duas primeiras. Deus fez desta forma…

1. Para colocar a perfeita paciência de Cristo em evidência.

“Por esta mesma razão me foi concedida misericórdia, para que, em mim, o principal, evidenciasse Jesus Cristo a sua completa longanimidade.” (1 Timóteo 1:16).

2. Para encorajar aqueles que acham que são muito pecadores para ter esperança.

“Por esta mesma razão me foi concedida misericórdia, para que, em mim, o principal, evidenciasse Jesus Cristo a sua completa longanimidade, e servisse eu de modelo a quantos hão de crer nele para a vida eterna.” (1 Timóteo 1:16).

3. Para mostrar que Deus salva a endurecidos odiadores de Cristo, que até mesmo assassinou cristãos.

4. Para mostrar que Deus permite que seus tão amados eleitos afundem em perversidade flagrante.

5. Para mostrar que Deus pode fazer do principal dos pecadores, o principal dos missionários.

6. Para mostrar a uma igreja impotente, perseguida e marginalizada que ela pode triunfar pela conversão sobrenatural de seu mais poderoso adversário.

 

Fonte: http://voltemosaoevangelho.com/blog/2012/04/john-piper-por-que-deus-deixou-paulo-se-tornar-um-assassino/?utm_source=feedburner&utm_medium=feed&utm_campaign=Feed%3A+voltemosaoevangelho+%28Voltemos+ao+Evangelho%29&utm_content=FaceBook

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Os 10 pastores que não respeito e não admiro

Quando encontro pérolas na grande rede busco compartilhar com os meus queridos irmãos e leitores. Esta vem de André Sanchez, mais um herege como eu, que não se conforma com esta geração. Oro para que ele continue assim até o fim da jornada.

Por André Sanchez

Maus líderes existem aos montes dentro das igrejas. O joio está espalhado dentro da igreja como ensinam as escrituras (Mt 13. 26). Isso não é novidade para ninguém. Apesar de designar aqui o termo “pastores” a essas pessoas que citarei abaixo, não tenho a intenção de diminuir aqueles que fazem jus a esse termo tão lindo mostrado nas escrituras, e que realmente pastoreiam de coração as ovelhas do Senhor. Usei esse termo somente para facilitar a identificação dessas pessoas.

Os dez pastores que não respeito e não admiro são:

1- O que faz do púlpito um palco de shows = A exposição da Palavra é esquecida e substituída pelo talento hollywoodiano desse pastor, que explora as mais diversas técnicas para cativar os seus expectadores, fazendo do show o protagonista do culto. Ele é a estrela e não Cristo e Sua palavra. Seu púlpito é lugar de entretenimento, de show, e não de pregação, de transmissão da voz de Deus.

2- O que explora financeiramente as ovelhas = Esse pastor é muito ambicioso e tem planos de crescimento. Porém, para a realização dos seus planos, precisa de muito dinheiro. E esse dinheiro é retirado das ovelhas, através das mais diversas técnicas de extorsão (legais). Ele não liga para o que a Bíblia ensina e inventa formas de arrecadação para realizar seus sonhos megalomaníacos. As ovelhas são iludidas, exploradas e sugadas até a última gota que podem dar.

3- O que insiste em querer fazer a agenda de Deus = Um pastor que quer determinar lugar, dia e hora para Deus agir não merece meu respeito. Segunda: Deus age na família; terça: nas finanças; quarta: Deus dá o Espírito Santo; quinta: Deus faz conversões e sexta: Deus liberta as pessoas de demônios. Deus agora está preso em uma agenda criada pelo homem?

4- O que ilude as pessoas com amuletos, objetos ungidos e unções que não vem de Deus = Esse pastor escraviza pessoas em crendices e superstições que não são encontradas e ordenadas na Bíblia. Desvia a fé que deveria ser unicamente no Deus soberano para objetos e unções (falsas) e extravagantes. Trabalha com a ilusão, com a ambição, com a falta de conhecimento de muitas das ovelhas que lhe ouvem.

5- O que “profetiza” o que Deus não mandou profetizar = Usa sua influência sobre as pessoas para “profetizar” e “revelar”. Porém, não usa a Bíblia, que é a revelação e é onde se encontram as profecias de Deus para a vida de seus servos.

6- O que faz com que seus fieis o adorem = Ele é visto como um semideus pelos seus fieis. O pior de tudo é que não faz nada para mudar essa situação, pois adora ser paparicado, adora status, adora demonstrar seu grande “poder” e ser ovacionado pela multidão. Seu prazer é ver multidões afluindo em sua direção com desejo de glorificá-lo.

7- O que usa o dinheiro dos dízimos e ofertas para seu próprio enriquecimento =Esse pastor-empresário é formado e pós-graduado em enriquecimento usando a igreja. Tem fortuna e bens luxuosos, tudo adquirido com a ajuda das ofertas da igreja que, segundo diz ele, é usado para a obra de Deus. Ele engana multidões que bancam sua vida de ostentação.

8- O que prega a teologia da prosperidade = Um pastor que diz que pobreza é maldição, que o crente verdadeiro será reconhecido pela sua prosperidade material, e outras abobrinhas sem embasamento bíblico, não merece admiração. Se a Teologia da prosperidade é um câncer, esse pastor é um espalhador de doenças no meio do povo.

9- O que usa versículos isolados da Bíblia para fundamentar doutrinas destruidoras =Esse pastor adora inventar doutrinas usando versos bíblicos isolados, cuja interpretação isolada, sem considerar contextos e outras boas regras de interpretação, favoreça seus pensamentos e desejos.

10- O que [acha] que determina a ação de Deus = É uma piada dizer que um homem determina algo ao Todo-Poderoso, mas essa ousadia acontece. Palavras ousadas saem da boca desse pastor determinando, ordenando, exigindo que Deus faça determinadas coisas que, segundo ele, Deus tem de fazer. Coitado, não tem nem noção da besteira que faz! E o pior: ensina as pessoas a agirem também assim!

Esses são os pastores que não respeito e não admiro.

E VOCÊ, TEM ALGUM PASTOR COMO OS CITADOS QUE NÃO RESPEITA E NÃO ADMIRA?

Fonte: http://www.esbocandoideias.com/2012/04/os-10-pastores-que-nao-respeito-e-nao-admiro.html

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IMPERFEITAMENTE SEU!

Sabe daqueles dias que nos vemos diante do que realmente somos. Hoje é um destes.

Ao me deparar com a minha ausência de fé no Seu controle sobre mim, desespero. Ao ver que não sei o que acontecerá comigo daqui a poucas horas, me aflijo. Ao perceber que não gosto da fé, pois prefiro ver, tocar e sentir, enlouqueço. Por que não posso ver Sua face pelo menos zangada. Ouvir pelos menos sua repreensão como foi às multidões. Tocar pelo menos na sua sandália empoeirada ou gritar como Bartimeu para que me ouça. O orgulho se envolve em mim como um manto indissociável, a vaidade como minha sombra, o pecado como pele. Então reconheço como sou imperfeito.

A única esperança que brilha muito distante como uma estrela ofuscada pelas nuvens de uma noite chuvosa é saber que sou imperfeitamente Seu. Imperfeitamente Seu. Não sei quanto tempo ficaremos juntos. O medo não é um fantasma, percorre cada artéria do meu corpo. Não quero ir além. Não há nada que possa fazer e atrair Seus olhos.

Não há nada! Simplesmente suspiro e dói.

Assim que sou um ser imperfeitamente sem fé, sem louvor, sem ações de graças. Mas imperfeitamente anelante pelo Seu amor, pela Sua compreensão e Seu carinho.

Tenho medo de crescer, ficar adulto e outra vez partir. Por Cristo, não deixe! Os caminhos começam belos e as curvas ficam sinuosas e existem bifurcações e quando tentamos voltar não conseguimos e quando gritamos ninguém escuta. Não me deixe sair de Sua presença.

E quando Sua glória se manifesta fico com a convicção que o Senhor esteve, está e sempre estará certo em mostrar para mim que não sou digno. Obrigado por me amar imperfeito e incapaz de ser perfeito sem o Senhor.

No demais sou imperfeitamente Seu. Se não puder ser filho, certo que sou criatura imperfeita, mas Sua.

Na esperança do Cristo,

Fabrício Carneiro

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NINGUÉM NASCE GAY, MÉDICOS AFIRMAM

Graça e paz amados,

Este post reproduz matéria extensa mostrando que ninguém nasce homossexual. Devido a tanta propaganda do movimento gay julgo, como cristão, necessário a divulgação desta matéria para fins de embasamento científico para declarações de apologia da família nos modelos bíblicos.

 

NÃO EXISTE GENE GAY, AFIRMAM ESTUDIOSOS

Preocupados com a questão da homossexualidade, os médicos católicos da “Associação de Médicos Católicos” (ACM) dos Estados Unidos e Canadá – publicaram uma importante Declaração “Homossexuality and Hope” (Homossexualidade e Esperança”), após terem estudado a questão com base na medicina, nas pesquisas e na lei de Deus.

Nessa profunda Declaração os médicos católicos, com rigor científico, mostram que ninguém nasce homossexual, indicam como deve ser a prevenção para evitar a atração por pessoa do mesmo sexo, mostram o caminho a seguir para se deixar a prática homossexual, e fazem uma série de recomendações aos que possuem a tendência homossexual. Falam também aos padres, bispos, médicos católicos e às famílias católicas.

Segue a Declaração.

”HOMOSEXUALIDADE  E ESPERANÇA”

“A Associação Médica Católica (AMC) se dedica a sustentar os princípios da fé católica, no que se refere à prática da medicina e à promoção da ética médica católica para a profissão médica, inclusive os profissionais de saúde mental, o clero e o público em geral.

Nenhuma questão provocou mais preocupação na década passada do que a homossexualidade. Portanto, a AMC oferece o seguinte resumo e análise da situação da questão. Esse resumo se apóia intensamente nas conclusões de vários estudos e aponta para a coerência dos ensinos da Igreja com esses estudos.Espera-se que essa análise também sirva como uma ferramenta de educação e referência para todos os católicos: o clero, os médicos, os profissionais de saúde, os educadores, os pais e o público em geral.

A AMC apóia os ensinos da Igreja Católica conforme aparecem na versão revista do Catecismo da Igreja Católica, principalmente os ensinos sobre a sexualidade. “Todas as pessoas batizadas são chamadas para a castidade”( §2348). “Os casados são chamados a viverem a castidade conjugal, outros praticam a castidade em continência” (§2349). “…a tradição sempre declarou que os atos homossexuais são intrinsecamente desordenados… Sob nenhuma circunstância eles podem ser aprovados”. (§2357)

É possível, com a graça de Deus, todas as pessoas viverem uma vida casta, inclusive as pessoas que experimentam atração pelo mesmo sexo, conforme declarou de modo tão corajoso o Cardeal George, Arcebispo de Chicago, em seu discurso na Associação Nacional de Ministérios Diocesanos Católicos para Gays e Lésbicas: “Negar que o poder da graça de Deus capacita aqueles que têm atração pelo mesmo sexo a viver de maneira casta é negar, em realidade, que Jesus ressuscitou dos mortos”. (George 1999)

Com certeza, há circunstâncias tais como desordens psicológicas e experiências traumáticas que podem, às vezes, tornar essa castidade mais difícil e há situações que podem seriamente diminuir a responsabilidade de um indivíduo por deslizes na castidade.
Essas circunstâncias e condições, porém, não neutralizam a livre vontade nem eliminam o poder da graça. Embora muitos homens e mulheres que experimentam atrações pelo mesmo sexo digam que seu desejo sexual é uma inclinação “natural” (Chapman 1987), isso de forma alguma indica uma predeterminação genética ou uma condição imutável.

Alguns se entregaram a atrações pelo mesmo sexo porque lhes disseram que eles já nasceram homossexuais e que é impossível mudar o estilo sexual de alguém. Tais pessoas podem sentir que é inútil e perda de tempo resistir aos desejos pelo mesmo sexo, e acabam adotando uma “identidade gay”.

Essas mesmas pessoas podem então se sentir oprimidas com o fato de que a sociedade e as religiões, de modo particular a Igreja Católica, não aceitam a expressão desses desejos nos atos homossexuais. (Schreier, 1998)
A pesquisa mencionada neste relatório se opõe ao mito de que a atração pelo mesmo sexo é geneticamente predeterminada e imutável, e oferece esperança para a prevenção e o tratamento.

1) Ninguém nasce homossexual

Muitos pesquisadores têm tentado descobrir uma causa biológica para a atração pelo mesmo sexo. Os meios de comunicação promovem a idéia de que já foi descoberto o “gene gay” (Burr, 1996). Mas,apesar de várias tentativas, não se testou cientificamente nenhum dos estudos bem divulgados (Hamer, 1993; LeVay 1991). Muitos escritores analisaram esses estudos cuidadosamente e descobriram que eles não só não provam uma base genética para a atração pelo mesmo sexo, mas também nem chegam a afirmar possuir provas científicas para tal alegação. (Byrne 1963; Crewdson 1995; Goldberg 1992; Horgan 1995; McGuire 1995; Porter 1996; Rice 1999)

Se a atração pelo mesmo sexo fosse geneticamente predeterminada, então deveríamos supor que gêmeos idênticos teriam de ser idênticos em sua atração sexual. Há, porém, muitos registros de gêmeos idênticos que não são idênticos em sua atração sexual. (Bailey 1991; Eckert 1986; Friedman 1976; Green 1974; Heston 1968; McConaghy 1980; Rainer 1960; Zuger 1976).

As situações individuais registradas revelam fatores ambientais que explicam a causa do desenvolvimento de diferentes estilos de atração sexual em crianças geneticamente idênticas, apoiando a teoria de que a atração pelo mesmo sexo é um produto da ação e efeito recíproco de uma variedade de fatores ambientais. (Parker 1964)

Há, porém, tentativas de convencer o público de que a atração pelo mesmo sexo tem base genética. (Marmor 1975). Tais tentativas podem ter como causa motivações políticas porque as pessoas se sentem mais inclinadas a aceitar sem dificuldades reivindicações pedindo mudanças nas leis e nos ensinos religiosos quando crêem que a atração sexual é geneticamente determinada e imutável. (Emulf 1989; Piskur 1992).

Outros têm procurado provar uma base genética para a atração pelo mesmo sexo, a fim de poderem apelar para os tribunais em busca de direitos baseados na teoria da “imutabilidade”. (Green 1988)

Os católicos crêem que a sexualidade foi projetada por Deus como um sinal do amor de Cristo, o noivo, por sua noiva, a Igreja. Portanto, a atividade sexual só é apropriada no casamento. O desenvolvimento psicosexual saudável conduz naturalmente, nas pessoas de cada sexo, à atração pelo outro sexo. O trauma, uma educação errada e o pecado podem causar um desvio desse modelo normal.

Não se deve identificar as pessoas com base em seus conflitos emocionais ou dificuldades de desenvolvimento, como se isso fosse a essência de sua identidade. No debate entre essencialismo e o construcionismo social, os que crêem na lei natural sustentariam que os seres humanos têm uma natureza essencial – macho ou fêmea – e que inclinações ao pecado – tais como o desejo de se envolver em atos homossexuais – são formados nas pessoas e podem, pois, ser removidos.

Portanto, provavelmente seria prudente termos a atitude de evitar, sempre que possível, usar as palavras “homossexual” e “heterossexual” como normas, pois a utilização desses termos sugere um estado fixo e equivalência entre o estado natural do homem e mulher criados por Deus e indivíduos que experimentam atração ou conduta pelo mesmo sexo.

2) A atração pelo mesmo sexo como sintoma

As pessoas experimentam a atração pelo mesmo sexo por razões diferentes.

Embora haja semelhanças nos tipos de desenvolvimento, cada pessoa tem uma história de vida diferente e pessoal. Na história de vida de indivíduos que experimentam a atração pelo mesmo sexo,freqüentemente encontramos um ou mais dos seguintes elementos:

Distanciamento do pai na infância, porque a criança o via como hostil ou distante, violento ou alcoólatra. (Apperson 1968; Bene 1965; Bieber 1962; Fisher 1996; Pillard 1988; Sipova 1983).

Mãe superprotetora (meninos). (Bieber, T. 1971; Bieber 1962; Snortum 1969).

Mãe emocionalmente distante (meninas). (Bradley 1997; Eisenbud 1982)

Pais não conseguiram incentivar identificação do mesmo sexo. (Zucker 1995).

Falta de brincadeiras mais duras (meninos). (Friedman 1980; Hadden 1967a)

Incapacidade de se identificar com colegas do mesmo sexo. (Hockenberry 1987; Whitman 1977)

Antipatia por esportes de equipe (meninos). (Thompson 1973).

Falta de coordenação manual e visual e resultante provocação dos colegas (meninos). (Bailey 1993; Fitzgibbons 1999; Newman 1976)

Abuso sexual ou estupro. (Beitchman 1991; Bradley 1997; Engel 1981; Finkelhor 1984; Gundlach 1967).

Fobia social ou acanhamento extremo. (Golwyn 1993)

Perda dos pais através de morte ou divórcio. (Zucker 1995)

Separação dos pais durante decisivas fases de desenvolvimento. (Zucker 1995)

Em alguns casos, a atividade ou atração pelo mesmo sexo ocorre num paciente com outros diagnósticos psicológicos, tais como depressão profunda (Fergusson 1999), idéias de suicídio (Herrell 1999) desordens generalizadas de ansiedade, abuso de drogas, conduta anormal na adolescência, desordens de personalidade (Parris 1993; Zubenko 1987); esquizofrenia (Gonsiorek 1982); narcisismo patológico (Bychowski 1954; Kaplan 1967).

Em poucos casos, a conduta homossexual aparece mais tarde na vida como reação a um trauma tal como aborto (Berger 1994; de Beauvoir 1953) ou profunda solidão (Fitzgibbons 1999).

3) Há prevenção para a atração pelo mesmo sexo

Se as necessidades emocionais e de desenvolvimento de cada criança forem supridas corretamente pela família e pelos amigos, é bem improvável que a criança desenvolva a atração pelo mesmo sexo. As crianças precisam de afeição, elogios e aceitação do pai e da mãe, dos irmãos e dos colegas. Nem sempre, porém, é fácil estabelecer tais situações sociais e familiares, e nem sempre dá para identificar logo as necessidades das crianças. Alguns pais podem estar em luta com os próprios problemas e assim sem condições de dar a atenção e o apoio que a criança precisa.

Às vezes os pais se esforçam muito, mas a personalidade particular da criança torna esse apoio e cuidado mais difíceis. Alguns pais viram os primeiros sinais do problema, buscaram assistência e aconselhamento profissional, mas receberam conselhos inadequados e em alguns casos até errados.

O Manual Estatístico e Diagnóstico IV (APA 1994) da Associação Americana de Psiquiatria define “Desordem de Identidade de Gênero” (DIG) nas crianças como uma persistente e forte identificação transsexual, um desconforto com o próprio sexo e preferência por papéis transsexuais nas fantasias.

Alguns pesquisadores (Friedman 1988, Phillips, 1992) têm identificado outro sintoma menos evidente nos meninos – sentimentos crônicos de falta de masculinidade. Embora não se envolvam em nenhuma atividade ou fantasia transsexual, esses meninos se sentem profundamente deficientes em sua masculinidade e têm uma reação quase de fobia a brincadeiras mais duras na infância e muita antipatia por esportes de equipe.

Vários estudos têm mostrado que crianças com a “Desordem de Identidade de Gênero” e meninos com problemas crônicos de falta de masculinidade correm o risco de adquirir atração pelo mesmo sexo na adolescência. (Newman 1976; Zucker 1995; Harry 1989)

A desordem de identidade de gênero pode muitas vezes ser vencida quando, com o apoio dos pais, o problema é identificado cedo e recebe intervenção profissional adequada (Rekers 1974; Newman 1976).

Infelizmente, muitos pais que relatam essas preocupações para seus pediatras são orientados a não se preocuparem. Em alguns casos, os sintomas e as preocupações dos pais podem parecer diminuir quando a criança entra na segunda ou quarta série. Mas, a menos que sejam tratados de forma adequada, os sintomas poderão reaparecer na puberdade como intensa atração pelo mesmo sexo. Essa atração parece ser a conseqüência da incapacidade de se identificar bem com outras pessoas do mesmo sexo.

É importante que aqueles que estão envolvidos na educação e cuidados de crianças se conscientizem dos sinais da desordem de identidade de gênero e dos problemas de falta de masculinidade nos meninos, e busquem acesso aos recursos disponíveis a fim de encontrarem a ajuda adequada para essas crianças (Bradley 1998; Brown 1963; Acosta 1975). Quando são convencidas de que a atração pelo mesmo sexo não é uma desordem geneticamente determinada, as pessoas conseguem ter esperança na prevenção e também conseguem ter esperança num modelo de terapia para suavizar, ou até mesmo eliminar, a atração pelo mesmo sexo.

4) Em perigo, não predestinados

Embora muitos estudos tenham mostrado que as crianças que foram abusadas sexualmente, que exibem os sintomas da DIG e meninos com problemas de falta de masculinidade correm perigo de desenvolver a atração pelo mesmo sexo na adolescência e na vida adulta, é importante notar que uma percentagem significativa dessas crianças não se tornam homossexualmente ativas quando se tornam adultas (Green 1985; Bradley 1998).

Para alguns, os relacionamentos positivos mais tarde na vida vencem as experiências negativas da infância. Alguns fazem a decisão consciente de evitar a tentação. A presença e o poder da graça de Deus, embora nem sempre possam ser medidos, não podem ser desconsiderados como um fator que ajuda as pessoas em risco a se afastar da atração pelo mesmo sexo.

O ato de rotular um adolescente ou, pior, uma criança como imutavelmente “homossexual” prejudica gravemente a pessoa. Tais adolescentes ou crianças podem, com intervenção positiva e adequada, receber orientação apropriada para lidar com traumas emocionais logo no começo.

5) Terapia

Aqueles que promovem a idéia de que a orientação sexual é imutável freqüentemente citam um debate publicado entre o Dr. C.C. Tripp e o Dr. Lawrence Hatterer. Nesse debate o Dr. Tripp declarou: “…não há um único exemplo registrado de mudança na orientação sexual que tenha sido confirmado por especialistas ou testes externos. Kinsey não conseguiu achar um. O Dr. Pomeroy também não conseguiu achar tal paciente. Ficaríamos felizes de ter um do Dr. Hatterer” (Tripp & Hatterer 1971). Eles não mencionaram a resposta do Dr. Hatterer:

“Tenho curado muitos homossexuais, Dr. Tripp. O Dr. Pomeroy ou qualquer outro pesquisador pode examinar meu trabalho, pois está todo documentado em 10 anos de fitas gravadas. Muitos desses pacientes ‘curados’ (prefiro usar a palavra ‘mudados’) se casaram, tiveram famílias e vivem uma vida feliz.O mito “uma vez homossexual, sempre homossexual” é destrutivo.Além disso, não só eu, mas também outros renomados psiquiatras (Dr. Samuel B. Hadden, Dr. Lionel Ovesey, Dr. Charles Socarides, Dr. Harold Lief, Dr. Irving Bieber, e outros) têm registrado seus tratamentos bem sucedidos dos homossexuais tratáveis” (Tripp & Hatterer 1971).

Muitos terapeutas têm escrito extensivamente sobre os resultados positivos da terapia para a atração pelo mesmo sexo. Tripp escolheu ignorar a grande quantidade de literatura sobre o tratamento e pesquisas de terapeutas. As análises do tratamento para a atração indesejada pelo mesmo sexo mostram que esse tratamento tem tanto êxito quanto o tratamento para problemas psicológicos semelhantes: quase 30% experimentam libertação dos sintomas e outros 30% experimentam melhora. (Bieber 1962; Clippinger 1974; Fine 1987; Kaye 1967; MacIntosh 1994; Marmor 1965; Nicolosi 1998; Rogers 1976; Satinover 1996; Throckmorton; West ).

Os relatos de terapeutas individuais têm sido igualmente positivos. (Barnhouse 1977; Bergler 1962; Bieber 1979; Cappon 1960; Caprio 1954; Ellis 1956; Hadden 1958; Hadden 1967b; Hadfield 1958; Hatterer 1970; Kronemeyer 1989). Isso é só uma amostra representativa dos terapeutas que relatam resultados bem sucedidos no tratamento de pessoas que experimentam atração pelo mesmo sexo.

Há também muitos relatos autobiográficos de homens e mulheres que uma vez criam estar irremediavelmente destinados à conduta e atração pelo mesmo sexo. Muitos desses homens e mulheres (Exodus 1990-2000) agora se descrevem como livres da conduta, fantasias e atração pelo mesmo sexo. A maioria dessas pessoas se libertou participando de grupos de apoio de natureza religiosa, embora alguns também tivessem recorrido a terapeutas.

Infelizmente, muitos indivíduos influentes e grupos profissionais ignoram essa evidência (APA 1997; Herek 1991) e parece haver uma campanha unida por parte dos “apologistas homossexuais” para negar a eficácia do tratamento da atração pelo mesmo sexo ou afirmar que tal tratamento é prejudicial.Barnhouse expressou estar surpreso com essas campanhas: “A distorção da realidade inerente no fato de que os apologistas homossexuais negam que a atração pelo mesmo sexo seja curável é tão imensa que ficamos pensando qual é a motivação por trás disso” (Barnhouse 1977).

O Dr. Robert Spitzer, renomado pesquisador psiquiátrico da Universidade de Columbia, esteve diretamente envolvido na decisão de 1973 de remover o homossexualismo da lista de desordens mentais da Associação Psiquiátrica Americana (APA). Recentemente, ele se envolveu em pesquisa sobre a possibilidade de mudança. O Dr. Spitzer declarou numa entrevista: “Estou convencido de que muitas pessoas fizeram mudanças substanciais para se tornarem heterossexuais… Acho que isso é notícia… Cheguei cético a esse estudo. Mas agora afirmo que há evidências que podem sustentar essas mudanças”. (NARTH 2000)

6) As metas

Aqueles que afirmam que a mudança da orientação sexual é impossível, geralmente definem a mudança como libertação total e permanente de toda conduta, fantasias ou atração homossexual numa pessoa que anteriormente tinha sido homossexual em conduta e atração (Tripp 1971). Até mesmo quando se define mudança de acordo com esse método extremo, a afirmação não é verdadeira. Numerosos estudos relatam casos de total mudança. (Goetz 1997).

Aqueles que negam a possibilidade de total mudança confessam que a mudança de conduta é possível (Coleman 1978; Herron 1982) e que os indivíduos que estiveram sexualmente envolvidos com ambos os sexos parecem mais propensos a mudar (Acosta 1975).

Uma leitura cuidadosa dos artigos que se opõem à terapia de mudança revela que os autores que vêem a terapia de mudança como não ética (Davison 1982; Gittings 1973) têm essa opinião porque eles vêem tal terapia como opressiva para aqueles que não querem mudar (Begelman 1975; 1977; Murphy 1992; Sleek 1997; Smith 1988) e vêem aqueles indivíduos com atração pelo mesmo sexo que expressam desejo de mudar como vítimas da sociedade ou opressão religiosa (Begelman 1977; Silverstein 1972).

Deve-se observar que quase sem exceção aqueles que consideram tal terapia como não ética também rejeitam a abstinência da atividade sexual fora do casamento como meta mínima (Barrett 1996). Entre os terapeutas que aceitam os atos homossexuais como normais, muitos não vêem nada de errado com a infidelidade nos relacionamentos selados por compromisso (Nelson 1982), encontros sexuais anônimos, promiscuidade sexual geral, auto-erotismo (Saghir 1973), sadomasoquismo e várias parafilias. Alguns até apóiam uma diminuição das restrições no sexo entre adultos e menores (Mirkin 1999) ou negam o impacto psicológico negativo do abuso sexual contra as crianças (Rind 1998; Smith 1988).

Alguns dos que consideram a terapia como não ética também contestam as teorias há muito aceitas de desenvolvimento infantil (Davison 1982; Menvielle 1998). Esses tendem a culpar a opressão da sociedade pelos problemas inegáveis que os adolescentes e os adultos homossexualmente ativos sofrem. Deve-se avaliar todas as conclusões de pesquisas à luz dos preconceitos que os pesquisadores trazem para seus projetos. Quando a pesquisa se inspira em agendas políticas confessas, seu valor é seriamente reduzido.

Deve-se indicar que os católicos não podem apoiar formas de terapia que incentivam os clientes a substituir uma forma de pecado sexual por outra (Schwartz 1984). Alguns terapeutas, por exemplo, não consideram um cliente “curado” até que ele consiga se envolver bem em atividade sexual com o sexo oposto, ainda que o cliente seja solteiro (Masters 1979). Outros incentivavam os clientes a se masturbar usando imagens do sexo oposto (Blitch 1972; Conrad 1976).]

Para o católico que sente atração pelo mesmo sexo, a meta da terapia deve ser libertação para viver de modo casto de acordo com o próprio estilo de vida pessoal. Alguns daqueles que enfrentam lutas com a atração pelo mesmo sexo crêem que eles são chamados para uma vida de celibato. Mas não se deve fazê-los sentir que eles não conseguiram alcançar a libertação, só porque eles não experimentam desejos pelo sexo oposto. Outros desejam casar e ter filhos. Há todo motivo para esperar que muitos, com o tempo, poderão alcançar essa meta. Eles não devem, porém, ser incentivados a entrar apressadamente no casamento, pois há ampla evidência de que o casamento não é “cura” para a atração pelo mesmo sexo.

Com o poder da graça, os sacramentos, o apoio da comunidade e terapeutas experientes, a pessoa determinada terá condições de alcançar a libertação interior que Cristo promete.

Os terapeutas experientes poderão ajudar as pessoas a descobrirem e entenderem as causas do trauma emocional que deram origem à sua atração pelo mesmo sexo e então trabalharem em terapia para solucionarem seu sofrimento. Os homens que experimentam a atração pelo mesmo sexo muitas vezes descobrem o modo como sua identidade masculina foi afetada negativamente por sentimentos de rejeição por parte dos pais ou colegas ou uma imagem negativa do próprio corpo físico que resultam em tristeza, revolta e insegurança. À medida que esse sofrimento é curado através da terapia, a identidade masculina é fortalecida e a atração pelo mesmo sexo diminui.

As mulheres que sentem atração pelo mesmo sexo poderão descobrir como os conflitos com os pais ou outros homens importantes as levaram a não confiar no amor masculino ou como a falta de afeição maternal as levou a ansiar profundamente o amor feminino.

Espera-se que a descoberta das causas da revolta e tristeza as conduza ao perdão e à libertação. Tudo isso leva tempo. Nesse aspecto, as pessoas que sofrem de atração pelo mesmo sexo não são diferentes dos muitos outros homens e mulheres que sofrem emocionalmente e precisam aprender a perdoar.

Os terapeutas católicos que trabalham com pessoas católicas devem ser livres para usar a riqueza da espiritualidade católica nesse processo de cura. Aqueles que sofrem feridas emocionais causadas pelo pai podem ser incentivados a desenvolver seu relacionamento com Deus como um pai amoroso. Aqueles que foram rejeitados ou ridicularizados pelos colegas na infância podem meditar em Jesus como irmão, amigo e protetor.

Há toda razão para se ter esperança que com o tempo aqueles que buscam libertação a encontrarão, mas devemos reconhecer quando incentivamos as pessoas a ter esperança, que há algumas que não alcançarão suas metas. Poderemos nos encontrar na mesma posição de um oncologista pediátrico que contou como era no começo do seu trabalho. Ele disse que não havia esperança para as crianças atingidas pelo câncer e que era o dever do médico ajudar os pais a aceitarem o inevitável e não desperdiçarem seus recursos atrás de uma “cura”. Hoje quase 70% dessas crianças se recuperam, mas cada morte deixa a equipe médica com um terrível sentimento de fracasso. À medida que melhorar a prevenção e o tratamento da atração pelo mesmo sexo, as pessoas que ainda enfrentam lutas, mais do que nunca, precisarão de apoio compassivo e sensível.

RECOMENDAÇÕES

1) Ministrando para pessoas que experimentam atração por pessoas do mesmo sexo.

É muito importante, para todo católico que experimenta atração pelo mesmo sexo, saber que há esperança, e que há ajuda. Infelizmente, essa ajuda não é prontamente disponível em todos os lugares. Os grupos de apoio, os terapeutas e os conselheiros espirituais que inequivocamente apóiam o ensino da Igreja são componentes essenciais da ajuda necessária. Já que as noções da sexualidade em nosso país são tão variadas, os clientes que buscam ajuda devem ser cautelosos e verificar se o grupo ou conselheiro apóia os imperativos morais católicos.

Uma das melhores e mais conhecidas agências católicas de apoio é uma organização conhecida como Courage e sua organização filial Encourage.

Embora qualquer tentativa de ensinar a pecaminosidade da conduta homossexual ilícita possa ser saudada com acusações de homofobia, a realidade é que Cristo chama todos para a castidade conforme a situação específica de vida de cada pessoa. O desejo de a Igreja ajudar todos a viverem de modo casto não é uma forma de condenar os que acham a castidade difícil. Pelo contrário, é a resposta compassiva de uma Igreja que busca imitar Cristo, o Bom Pastor.

É essencial que todo católico que experimenta a atração pelo mesmo sexo tenha acesso fácil aos grupos de apoio, terapeutas e conselheiros espirituais que apóiam inequivocamente o ensino da Igreja e estão preparados para oferecer ajuda da mais elevada qualidade.

Em muitos lugares os únicos grupos de apoio disponíveis são dirigidos por cristãos evangélicos ou por pessoas que rejeitam o ensino da Igreja. O fato de que a comunidade católica não está conseguindo suprir as necessidades desse segmento da população é uma omissão séria que não se deve deixar continuar.

É particularmente trágico que Courage que sob a liderança do Pe. John Harvey tem desenvolvido uma excelente e autenticamente católica rede de grupos de apoio, não esteja presente em toda diocese e grande cidade.

Nota: Courage é um apostolado da Igreja Católica Romana para pessoas que tem atração por pessoas do mesmo sexo. É apoiada pelo Pontifico Conselho da  Família,  do Vaticano.

Courage tem uma filial chamada Encourage que trabalha com pais, parentes e amigos de pessoas com tendência homossexual. (http://www.couragerc.net – Email: NYCourage@aol.com)
Pode ser acessado em espanhol: http://www.courage-latino.org/

É bem doloroso ouvir piadas sobre organizações individuais, sob autoridade católica ou diretamente associadas com a Igreja Católica, aconselhando pessoas com a atração pelo mesmo sexo a praticar a fidelidade no relacionamento com o mesmo sexo em vez de incentivá-las a praticar a castidade conforme seu estado de vida.

É muitíssimo importante que os conselheiros ou grupos de apoio ligados à Igreja sejam bem claros sobre a natureza e a formação da atração pelo mesmo sexo. Essa condição não é genética ou biologicamente determinada. Essa condição não é imutável. É enganoso aconselhar pessoas que experimentam a atração pelo mesmo sexo que é aceitável se envolver em atos sexuais contanto que estes ocorram dentro do contexto de um relacionamento fiel.

Os ensinos da Igreja Católica sobre a moralidade sexual são explicitamente claros e não permitem exceções. Os católicos têm o direito de saber a verdade e aqueles que trabalham com ou para as instituições católicas têm a obrigação de expor essa verdade claramente.

Alguns clérigos, talvez pelo fato de erroneamente crerem que a atração pelo mesmo sexo é geneticamente determinada e imutável, têm encorajado as pessoas que experimentam a atração pelo mesmo sexo a se identificar com a comunidade gay, publicamente proclamando-se como gays ou lésbicas, mas a viverem de modo casto em sua vida pessoal. Há várias razões por que esse modo de agir é errado:

1) É baseado na idéia incorreta de que a atração pelo mesmo sexo é um aspecto imutável da pessoa e desanima os indivíduos de buscar ajuda;

2) A comunidade gay promove uma ética de conduta sexual que é totalmente antiética aos ensinos católicos sobre a sexualidade e não esconde seu desejo de eliminar a “erotofobia” e o “heterossexismo”. Não há realmente nenhuma maneira de se poder reconciliar a posição que os porta-vozes do movimento gay declaram e a Igreja Católica;

3) Esse modo de agir coloca indivíduos facilmente tentados em lugares que se deve considerar quase ocasiões para o pecado;
4) Cria uma falsa esperança de que a Igreja acabará mudando seu ensino sobre a moralidade sexual.

Os católicos devem, é claro, alcançar pessoas que experimentam a atração pelo mesmo sexo, aqueles que estão ativamente envolvidos em atos homossexuais e de modo particular os que estão sofrendo de doenças sexualmente transmissíveis. Devem alcançá-los com amor, esperança e a autentica e inalterável mensagem de libertação do pecado através de Jesus Cristo.

2) O Papel do Padre

É de suprema importância que os padres, quando enfrentarem paroquianos perturbados com a atração pelo mesmo sexo, tenham acesso a informações sólidas e recursos genuinamente benéficos. O padre, porém, deve fazer mais do que simplesmente encaminhar as pessoas a outras agências (Courage e Encourage). Ele está numa posição única de dar assistência espiritual específica para aqueles que experimentam a atração pelo mesmo sexo. Ele deve, é claro, ser bem sensível aos intensos sentimentos de insegurança, culpa, vergonha, ira, frustração, tristeza e até mesmo medo nesses indivíduos. Isso não o impede de falar bem claramente sobre os ensinos da Igreja (veja Cat. §2357-2359), a necessidade de perdão e cura na Confissão, a necessidade de evitar ocasiões para o pecado e a necessidade de uma forte vida de oração.

Muitos terapeutas crêem que a fé religiosa desempenha uma parte crucial na recuperação da atração pelo mesmo sexo e de vícios sexuais. Quando uma pessoa confessa fantasias ou atos homossexuais ou atração pelo mesmo sexo, o padre deve estar consciente de que essas manifestações são muitas vezes sintomas de traumas na infância e adolescência, abuso sexual na infância ou necessidades que a criança tem de amor e afirmação do pai do mesmo sexo, necessidades que não foram supridas.

A menos que esses problemas secretos sejam tratados diretamente, a pessoa poderá sentir as tentações voltando e cair assim em desespero.

Aqueles que rejeitam os ensinos da Igreja e incentivam os indivíduos com a atração pelo mesmo sexo a entrar nas chamadas “uniões homossexuais estáveis e amorosas” não conseguem entender que tal arranjo não resolverá esses problemas secretos. Embora deva incentivar esses indivíduos a procurar terapia e a se tornarem membros de um grupo de apoio, o padre deve se lembrar que através do sacramento, ele poderá ajudar penitentes individuais a lidarem não só com o pecado, mas também com as causas da atração pelo mesmo sexo.

A lista seguinte, embora não seja completa, ilustra algumas das maneiras pelas quais o padre poderá ajudar as pessoas com esses problemas que vêm até o Sacramento da Reconciliação:

a) Os indivíduos, com atração pelo mesmo sexo ou que confessaram pecados nessa área, quase sempre carregam um peso de profundo sofrimento emocional, tristeza e ressentimento para com os que os rejeitaram, negligenciaram ou magoaram, inclusive os pais, amigos e estupradores. O primeiro passo para a cura pode ser ajudá-los a perdoar. (Fitzgibbons 1999)

b) As pessoas que experimentam a atração pelo mesmo sexo muitas vezes relatam uma longa história de experiências sexuais precoces e trauma sexual (Doll 1992). Os indivíduos que estiveram envolvidos em atividade sexual com outro indivíduo na infância são mais propensos a se tornarem homossexualmente ativos (Stephan 1973; Bell 1981).

Muitos jamais contaram a alguém sobre essas experiências (Johnson 1985) e carregam tremenda culpa e vergonha. Em alguns casos, aqueles que foram abusados sexualmente se sentem culpados porque reagiram ao trauma vivenciando sexualmente esses incidentes. O padre poderá delicadamente perguntar sobre experiências na infância, garantindo a esses indivíduos que seus pecados foram perdoados, e ajudá-los a encontrar libertação através do perdão aos outros.

c) As pessoas envolvidas em atividade homossexual poderão também sofrer de vício sexual (Saghir 1973; Beitchman 1991; Goode 1977). Aqueles que se engajaram em formas extremas de conduta sexual ou trocaram sexo por dinheiro têm mais probabilidade de se envolver em atividade homossexual (Saghir 1973).

Não é fácil vencer os vícios, assim recorrer à Confissão pode ser um primeiro passo para a libertação. O padre deve lembrar aos penitentes que até os pecados mais extremos nessas áreas podem ser perdoados, incentivando-os a resistir ao desespero e a perseverar, e ao mesmo tempo recomendar grupos de apoio criados para lidar com o vício.

d) Os indivíduos com a atração pelo mesmo sexo muitas vezes abusam do álcool, drogas de prescrição e drogas ilegais (Fifield 1977; Saghir 1973). Tal abuso poderá enfraquecer a resistência à tentação sexual. O padre poderá recomendar que essas pessoas se tornem membros de um grupo de apoio que trata desses problemas.

e) O desespero e pensamentos de suicídio são também freqüentemente parte da vida de uma pessoa perturbada com a atração pelo mesmo sexo. (Beitchman 1991; Herrell 1999; Fergusson 1999) O padre poderá assegurar ao penitente que há toda razão para se ter esperança de que a situação mudará e que Deus os ama e quer que eles vivam uma vida plena e feliz. Repetimos o que já dissemos antes: perdoar os outros pode ser extremamente útil.

f) Os indivíduos que experimentam a atração pelo mesmo sexo poderão sofrer de problemas espirituais tais como inveja (Hurst 1980) ou autopiedade (Van den Aardweg, 1969). É importante que a pessoa que experimenta a atração pelo mesmo sexo não seja tratada como se as tentações sexuais fossem seu único problema.

g) A maioria esmagadora dos homens e mulheres que experimentam a atração pelo mesmo sexo relatam um relacionamento bem insatisfatório com o pai ( notas 17 a 23). O padre, como uma figura paterna amorosa e acolhedora, poderá mediante o sacramento começar o trabalho de consertar os danos e facilitar um relacionamento de cura com Deus Pai.

O padre precisa estar consciente da profundidade da cura que precisam essas pessoas que sofrem de sérios conflitos internos. Ele precisa ser fonte de esperança para os desesperados, perdão para os que erram, força para os fracos, ânimo para os corações desanimados e às vezes uma figura paterna amorosa para os emocionalmente feridos. Em resumo, ele deve ser Jesus para esses amados filhos de Deus que se acham nas situações mais difíceis. Ele deve ser pastoralmente sensível, mas deve também ser pastoralmente firme, imitando, como sempre, o Jesus compassivo que curava e perdoava setenta vezes sete, mas sempre lembrava: “Vá e não cometa mais esse pecado”.

3) Os Profissionais Médicos Católicos

Os pediatras precisam conhecer os sintomas da Desordem de Identidade de Gênero (DIG) e o problema crônico da falta de masculinidade na infância. Quando é identificado e tratado logo no começo, há toda razão para se ter a esperança de que se possa resolver o problema com sucesso (Zucker 1995; Newman 1976).

Embora o motivo principal para tratar crianças seja aliviar sua infelicidade do momento (Newman 1976; Bradley 1998; Bates 1974), o tratamento da DIG e do problema crônico da falta de masculinidade na infância podem impedir o desenvolvimento da atração pelo mesmo sexo e os problemas ligados à atividade homossexual na adolescência e vida adulta.

A maioria dos pais não quer que seu filho se envolva na conduta homossexual, mas os pais de filhos em risco muitas vezes hesitam buscar tratamento (Zucker 1995; Newman 1976). Mas há algo que pode ajudar a vencer sua oposição à terapia: informá-los de que 75% das crianças que exibem os sintomas da DIG e do problema crônico de falta de masculinidade na infância experimentarão a atração pelo mesmo sexo, se não houver nenhuma intervenção (Bradley 1998). É preciso informá-los também dos riscos ligados à atividade homossexual. (Garafalo 1998; Osmond1994; Stall 1988b; Rotello 1997; Signorille 1997).

A cooperação dos pais é extremamente importante para que a intervenção na infância tenha sucesso. Os pediatras devem se familiarizar com a literatura sobre tratamento. George Rekers escreveu vários livros sobre o assunto (Rekers 1988). Zucker e Bradley fazem uma análise abrangente da literatura em seu livro “Gender Identity Disorder and Psychosexual Problems in Children and Adolescents” (1995), bem como de muitos casos individuais registrados e recomendações de tratamento.

Ao encontrarem pacientes com doenças sexualmente transmissíveis adquiridas através da atividade homossexual, os médicos poderão informar aos pacientes da disponibilidade de terapia psicológica e grupos de apoio, e de que aproximadamente 30% dos clientes motivados conseguem alcançar uma mudança em sua orientação sexual. Em termos de prevenção de doenças, outros 30% conseguem permanecer celibatários ou eliminar as condutas de alto risco. Eles devem também questionar esses pacientes sobre o abuso de álcool e drogas, e recomendar tratamento quando for conveniente, já que muitos estudos associam ao abuso de drogas a infecção de doenças sexualmente transmissíveis (Mulry 1994).

Até mesmo antes da epidemia da AIDS, um estudo de homens que tinham relações sexuais com homens revelou que 63% haviam contraído doenças sexualmente transmissíveis através da atividade homossexual(Bell 1978).

Apesar de todas as campanhas educativas sobre a AIDS, os epidemiologistas prevêem que para o futuro próximo 50% dos homens que têm relações sexuais com homens terão o HIV. (Hoover 1991; Morris 1994; Rotello 1997). Eles também correm o risco de pegar sífilis, gonorréia, hepatite A, B, C, HPV e muitas outras doenças.

Os profissionais de saúde mental devem se familiarizar com as obras de terapeutas que tiveram sucesso no tratamento de indivíduos que experimentavam a atração pelo mesmo sexo. Pelo fato de que essa atração não tem origem numa única causa, pessoas diferentes poderão precisar de diferentes tipos de tratamento. Uma opção que se deveria considerar também é combinar a terapia incentivando o paciente a se tornar membro de um grupo de apoio.

4) Os Professores nas Instituições Católicas

Os professores nas instituições católicas têm o dever de defender os ensinos da Igreja sobre a moralidade sexual, de se opor a informações falsas sobre a atração pelo mesmo sexo e de informar os adolescentes em risco ou já homossexualmente envolvidos da disponibilidade de ajuda.

Os ativistas dos direitos dos gays têm insistido em que os adolescentes em risco sejam entregues a grupos de apoio que os ajudarão a assumir sua homossexualidade. Não há evidência de que a participação nesses grupos impeça as conseqüências negativas de longo prazo ligadas à atividade homossexual. Tais grupos com certeza não incentivarão os adolescentes a evitar o pecado nem os animarão a viver de modo casto de acordo com seu estado de vida.

Deve-se levar a sério os sintomas da DIG e do problema crônico da falta de masculinidade nos meninos. As crianças em risco, porém, precisam de ajuda especial, de modo particular as que foram vítimas de abuso sexual na infância. Os educadores também têm o dever de parar de provocar e ridicularizar as crianças que não vivem conforme as normas sexuais. É necessário criar e suprir recursos para professores em instituições católicas, programas CCD e outras instituições. Esses recursos devem educar os professores, suprir planos de lições e estratégias para lidar com a questão da ridicularização das crianças em risco..

5) As Famílias Católicas

Quando pais católicos descobrem que seu filho ou filha está experimentando a atração pelo mesmo sexo ou está envolvido em atividade homossexual, eles muitas vezes se sentem devastados. Temendo pela saúde, felicidade e salvação da criança, os pais geralmente ficam aliviados quando são informados de que é possível tratar e prevenir a atração pelo mesmo sexo. Eles poderão procurar o apoio de outros pais na organização Encourage. Eles também precisarão compartilhar seus problemas com amigos e famílias amorosas.

Os pais devem ser informados dos sintomas da Desordem de Identidade de Gênero e da prevenção dos problemas de identidade de gênero. Eles também devem ser incentivados a levar esses sintomas a sério e encaminhar os filhos com problemas de identidade de gênero a profissionais de saúde mental qualificados e moralmente preparados.

6) A Comunidade Católica

Havia uma época no passado não muito distante em que a gravidez fora do casamento recebia críticas e duras. A legalização do aborto [nos EUA] forçou a Igreja a confrontar essa questão e suprir um ministério ativo para as mulheres que estavam passando por uma gravidez “indesejada” e para as mulheres com experiências de trauma pós-aborto. Em poucos anos, a abordagem das dioceses, paróquias individuais e os fiéis católicos foi transformada e hoje a verdadeira caridade cristã é a norma, em vez de exceção. Do mesmo modo, as atitudes para com a atração pelo mesmo sexo poderão ser transformadas, contanto que cada instituição católica faça sua parte.

Aqueles que experimentam a atração pelo mesmo sexo, aqueles que se engajam em conduta homossexual e suas famílias muitas vezes se sentem excluídos da preocupação amorosa da comunidade católica.

Os membros dos meios de comunicação católicos precisam ser informados sobre a atração pelo mesmo sexo, sobre os ensinos da Igreja e sobre os recursos para a prevenção e o tratamento. Deve-se desenvolver e distribuir, a partir das próprias igrejas, panfletos e outros materiais que expressam claramente o ensino da Igreja e dão informações sobre recursos para aqueles que estão em necessidade imediata nessa área.

Quando um membro dos meios de comunicação católicos, um professor numa instituição católica ou um padre faz declarações inexatas sobre o ensino da Igreja ou dá a impressão de que a atração pelo mesmo sexo é geneticamente determinada e imutável, os leigos poderão oferecer informações com o objetivo de corrigir esses mal entendidos.

7) Os Bispos

A Associação Médica Católica reconhece a responsabilidade que o bispo diocesano tem de fiscalizar a ortodoxia do ensino dentro de sua diocese. Com certeza isso inclui instrução clara sobre a natureza e propósito das relações sexuais íntimas entre os indivíduos e a pecaminosidade das relações impróprias. A AMC espera trabalhar com bispos e padres para auxiliar a estabelecer adequados grupos de apoio e modelos terapêuticos para aqueles que lutam com a atração pelo mesmo sexo. Embora vejamos os programas Courage e Encourage como bem úteis e valiosos e os promovamos ativamente, estamos certos de que há outros tipos de apoio e estamos dispostos a trabalhar com qualquer programa psicológica, espiritual e moralmente bom.

8) Esperança

O Dr. Jeffrey Satinover escreveu de sua vasta experiência com clientes que experimentam a atração pelo mesmo sexo:

“Tenho tido a felicidade extraordinária de encontrar muitas pessoas que saíram do estilo de vida gay. Quando vejo as dificuldades pessoais, a clara coragem que eles mostram não só para enfrentar essas dificuldades, mas também para confrontar uma cultura que usa todos os meios possíveis para negar a validade de seus valores, metas e experiências, fico verdadeiramente admirado… São essas pessoas – ex-homossexuais e aqueles que ainda estão lutando, em todos os lugares dos EUA e em outros países – que permanecem para mim como um modelo de tudo o que é bom e possível num mundo que leva a sério o coração humano, e o Deus desse coração. Em minhas várias pesquisas no mundo da psicanálise, psicoterapia e psiquiatria, realmente nunca antes vi tal profunda cura”. (Satinover 1996)

Aqueles que desejam se libertar da atração pelo mesmo sexo freqüentemente recorrem primeiro à Igreja.A AMC quer se certificar de que eles encontrem a ajuda e esperança que estão buscando. Há toda razão para se ter esperança de que todo indivíduo que experimenta a atração pelo mesmo sexo, que busca a ajuda da Igreja, poderá encontrar a libertação da conduta homossexual e muitos encontrarão muito mais, mas eles virão só se virem amor em nossas palavras e atitudes.

Se os profissionais médicos católicos no passado não conseguiram suprir as necessidades dessa população cliente, se eles não conseguiram trabalhar diligentemente para desenvolver terapias eficientes de prevenção e tratamento ou se eles não conseguiram tratar clientes que experimentavam esses problemas com o respeito devido a cada pessoa, pedimos perdão.

A Associação Médica Católica reconhece que os profissionais da área da saúde têm o dever especial nessa área e espera que essa declaração os ajude a cumprir esse dever conforme os princípios da fé católica.

A pesquisa mencionada neste relatório foi obtida de uma ampla variedade de fontes. Na maioria dos casos, poderia-se citar numerosas outras fontes. Para os que desejam fazer um estudo profundo das questões levantadas, pode-se obter uma bibliografia abrangente pela Internet (74747.2241@compuserve.com) junto com análises da literatura que vem ao caso.

Deve-se indicar que muitos dos autores citados não aceitam o ensino da Igreja sobre a natureza intrinsecamente anormal dos atos homossexuais. Não fizemos nenhum esforço para distinguir entre os que aceitam e os que não aceitam, já que os que favorecem a prevenção e o tratamento e os que apóiam a terapia de aceitação do estilo de vida gay apresentam relatórios de casos e evidência estatística essencialmente coerentes, diferindo só na interpretação e relevância da evidência”.

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REFLEXÃO PROFÉTICA DA SEMANA

Bom dia a todos os amigos e irmãos na fé.

Começamos a semana com mais um escândalo na mídia nacional no que diz respeito aos “evangélicos”. Pois bem, não é de se estranhar que coisas desta natureza estejam acontecendo. Lucrar é a finalidade básica e essencial de quem constrói templos gigantescos e vivem de negociatas com Deus no sentido de conseguir recursos financeiros. E não é apenas este que foi mostrado. Existem muitos outros que transformaram o Evangelho de Cristo em mercadoria.

O problema é a generalização dos incrédulos sobre os cristãos.

Sofremos por que todos são inclusos na mesma categoria de ladrões, salteadores e mercadores da fé. Todos os líderes são corruptos e todos os demais cristãos são enganados e furtados em seus dinheiros e suas consciências, assim pensam os descrentes.

Mas em tudo isso resta a alegria de vermos o cumprimento cabal de profecias escritas por Paulo por volta do ano 66 d.C. Em 1 Tm 3.1-5 no final diz “destes, afasta-te.” Então para o leitor que está triste e lamentando não permaneça neste estado, pois o bom é sabermos que Deus é fiel e que muitos líderes preferem transformar a piedade em lucro. E isto se torna um fardo inconcebível com o Reino de Deus.

No demais, irmãos, olhando para Jesus Cristo, autor e consumador da nossa fé, mantenhamos em mente o conselho apocalíptico:  “quem está sujo suje-se mais” e “ quem está em pé, olhe que não caia”.

Boa semana com um começo de cumprimentos proféticos.

Ah, e se for questionado não tenha medo de lembrar das palavras do Senhor: “pelos frutos conhecereis as árvores”.

Em Cristo,

Fabrício Carneiro

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