JESUS É O FUNDAMENTO

“Saudações cristãs. É com prazer que compartilho esta reflexão extraída do site da http://www.igrejaemsaovicente.com.br e acredito que pode ampliar a visão dos horizontes em relação ao plano de Deus para você. Boa leitura.”

 

Por Miriam Coimbra

Leitura:

Hebreus 1: 1-4 , Romanos 8:28-30, Colossences 1: 15-20, Efésios 1: 4-11, 1 Coríntios 3: 11, Romanos 11: 36

 

Você já deve ter-se perguntado, pelo menos uma vez em sua vida, por quê Deus criou todas as coisas? Qual é início da vida? Tais questionamentos, na verdade, expressam o desejo que existe em nós de querermos entender o mistério da existência. Tais perguntas certamente acompanham a alma humana desde sua criação.

 

Deus tem um propósito eterno em Seu coração e está trabalhando em prol dele. Para a mente humana, a vontade e propósito de Deus são o mistério mais difícil de entender. Por isso, precisamos de revelação direta de Deus para iniciarmos nossa compreensão do maravilhoso plano de Deus. Somente depois de termos tocado Suas vestes e termos sido curados da enfermidade do pecado, podemos conhecer Seu coração e Seus planos. Esse é o passaporte inicial para adentrarmos ao mistério da vida. Tal chamamento, sabemos, é para poucos escolhidos; para os que se abandonam nas mãos de Deus e já não podem mais voltar atrás.

 

Suas vidas estão eternamente apegadas ao Senhor Amado de suas almas. Esse chamamento é a mais sublime convocação, o mais suspirado momento que qualquer ser humano pode almejar – o de conhecer o coração do Pai celestial, conhecê-Lo e tornar-se mais parecido com Ele. Conhecer, também, o que Ele pensa e o que pretende com a vida que Ele mesmo criou. Experiência essa que invariavelmente nos leva a tocar o mais íntimo do Seu Ser – pois apalpamos Sua própria natureza e coração.

Certamente estamos diante do assunto mais importante de nossas vidas!

 

A questão existencial do universo e da própria vida humana gira em torno de uma pessoa. E é com o objetivo de chegarmos a um conhecimento básico dessa pessoa e da Sua soberana e amorosa vontade que estudaremos o que Hebreus 6 chama de princípios elementares. Através desses princípios elementares, teremos o privilégio de aprender mais de Jesus, de Sua vida, Sua obra, de Seus intentos para o futuro e, principalmente, poderemos entender qual é o propósito eterno que Deus tem em seu coração.

Nosso objetivo, através destes estudos, será o de entender duas verdades essenciais:

1) Qual é o propósito eterno de Deus e

2) Como esse propósito de Deus pode ser vivido hoje.

 

UMA VISÃO MACROSCÓPICA DO PROPÓSITO ETERNO

 

Para entendermos qual, é propósito eterno de Deus, precisamos ter uma visão macroscópica daquilo que Ele pensa fazer. O que é uma visão macroscópica? É ver tudo de uma perspectiva mais alta e mais abrangente, como se estivéssemos sobrevoando uma floresta. Não é olhar com detalhe para cada árvore dessa floresta, mas admirar o conjunto de todas as árvores como um todo. Uma visão macroscópica do propósito de Deus nos leva a ver que Deus tem um começo, um meio e um fim para todas as coisas. É como se pudéssemos ver que a floresta tem um início, um meio e um fim.

 

Efésios 1: 9-11 nos revela que já existia um plano para o universo muito antes da queda de Adão. Quando sairmos da limitada dimensão humana e visualizamos a dimensão macroscópica onde Deus habita e sempre habitou, entramos em contato com a eternidade passada, tempo no qual não havia ainda criação e, portanto, nem a queda de Adão havia ainda ocorrido. Imagine você podendo, nem que só por um segundo, abrir essa porta no tempo e olhar para a eternidade passada. O que você veria? Diante de seus olhos, a gênese da vida se descortinaria na forma de um Pai de Amor que ama Seu Filho, de um Filho Unigênito que ama Seu Pai, e do Espírito Santo que ama Pai e Filho, tudo fazendo para agradá-Los. Oh, que profunda alegria e quebrantamento experimentamos quando as cortinas de nossos olhos se abrem e podemos, pela fé, enxergar aquela reunião familiar! Deus amando Seu Filho; o Filho amando Seu Pai; o Espírito Santo amando Pai e Filho!

 

A gênese de todo o universo encontra-se em um núcleo familiar: uma família perfeita, amorosa, unida, plena de misericórdia, sem egoísmo, cada um buscando o bem do Seu próximo, cada Um negando-se a Si mesmo por amor do Outro, tendo por deleite apenas agradar ao coração do Outro.

 

Quando conseguimos ver Pai, Filho e Espírito Santo na eternidade passada, quando tocamos na doce Trindade de Amor, nosso coração amolece como cera. Somos impactados pelo amor que Ele irradia. Se alguma vez experimentamos a rejeição de alguém ou a dor da separação, a visão desse amor do Pai pelo seu Filho e do Filho pelo seu Pai preenche o mais íntimo do nosso ser.

 

O apóstolo Paulo um dia passou pela fronteira temporal e humana e foi transportado à dimensão atemporal, macroscópica e eterna. Somente quem vê ao Senhor face a face pode dizer como ele disse: “Ele (Cristo) é a imagem do Deus invisível, o primogênito de toda a criação; pois nele foram criadas todas as coisas, nos céus e sobre a terra, as visíveis e as invisíveis, sejam tronos, sejam soberanias, quer principados, quer potestades. Tudo foi criado por meio dele e para ele. Ele é antes de todas as coisas. Nele tudo subsiste. Ele é a cabeça do corpo, da igreja. Ele é o princípio, o primogênito de entre os mortos para em todas as coisas ter a primazia, porque aprouve a Deus que nele residisse toda a plenitude.” Col.1: 15-19.

 

Paulo descortina o mistério da existência, a chave que abre o universo e toda a criação quando fala que “(…) Deus (…) nos escolheu nele antes da fundação do mundo (…) e em amor nos predestinou para ele (…) para louvor da glória da sua graça (…) que Ele derramou abundantemente sobre nós (…) desvendando-nos o mistério da sua vontade, segundo o beneplácito que propusera em Cristo, de fazer convergir nEle, na dispensação da plenitude do tempo, todas as coisas, tanto as do céu como as da terra.” Ef 1:4-10.

 

Paulo consegue ver algo totalmente arrebatador. Ele vê Cristo como o começo, o meio e o fim de tudo. Consegue captar a verdade outrora nunca revelada de que o coração de Deus Pai ansiava, na eternidade passada, por querer dar toda honra, domínio e glória ao Seu Filho Amado Jesus. Nesse vislumbre do eterno, momento que cala o ser diante da glória indescritível, Paulo revela que todo o plano de Deus para o universo centraliza-se em Jesus.

 

Toda a paternidade de Deus e carinho pelo Filho Jesus quer se manifestar através de tornar o Filho o centro do universo. Podemos ver que o ponto de partida da história universal e atemporal é a relação do Pai com Seu Filho: uma relação familiar de amor. O universo tem sua origem em uma família. E, nessa família, uma única pessoa ocupa todo o espaço, toda a atenção, todo o desejo do Pai: o Filho Amado Jesus.

 

Em quão profundo engano nos encontramos quando nos é roubada essa verdade. Ficamos como que a olhar cada árvore da floresta, podendo até admirar sua beleza ou funcionalidade, todavia nos enganamos pensando que uma árvore representa a floresta toda. Podemos nos alegrar com a salvação, com a nova vida em Cristo, com o poder de Deus e até com os frutos do Espírito, mas corremos o risco da visualizarmos cada um desse& dons de Deus como árvores isoladas dentro de um plano maior.

 

Precisamos que Deus abra nossos olhos para que, como Paulo,possamos vislumbrar toda a floresta, todo o plano eterno. Só assim compreenderemos que a paternidade de Deus e a central idade de Jesus são a base para tudo o que Deus fez, faz e pretende fazer. Poderemos ver com clareza que o coração de Deus tem como maior objetivo e plano exaltar a Jesus acima de todas as coisas e de fazer convergir nele tudo o que existe, tornando Jesus o centro de todas as coisas.

 

Diante de tal revelação caímos prostrados aos pés do Filho, atraídos pelo abraço paternal de Deus. Nossa história pessoal passa a ter sentido eterno. Calamos o coração humano inquieto e limitado na verdade de que Deus primordialmente é Pai, e que Seu maior desejo está voltado para Seu Filho. Começamos a compreender que acima de qualquer coisa, Deus ocupa-se apenas e somente com uma pessoa. Seu plano está centrado em alguém. Toda a Sua vontade dirige-se para esse alguém. Tudo o Ele faz na Terra e universo tem como único objetivo exaltar, glorificar e centralizar o Seu Filho amado Jesus (Ef.1:9-11, Rom.11:36, CoI.1:15-20).

 

A união indestrutível entre Pai, Filho e Espírito, o perfeito amor e a unidade inseparável entre eles fazem com que nosso ser estremeça. Começamos a perceber que o homem é uma adição posterior à esse núcleo familiar. Que presunção enganosa pensar que nossas vidas ocupam o lugar mais importante do universo. No plano perfeito do Pai, o homem insere-se na história apenas como coadjuvante. Deus cria o homem para que este junte-se a Ele no plano eterno de exaltar e glorificar ao Primogênito Jesus.

 

O Pai tem a intenção de encher todo o universo com Jesus, por isso, criou o homem com o objetivo de que esse homem torne-se igual ao filho primogênito Jesus. Dessa forma, o Pai terá toda uma família de filhos semelhantes a Jesus. Portanto, toda a obra de Deus centraliza-se no Filho e a nossa parte consiste em nos tornarmos integrantes da família que anda em direção a esse propósito.

 

Se quisermos participar do plano eterno de exaltação do Senhor Jesus, precisamos nascer em Sua família e sermos cheios de Jesus. De acordo com o Pai, toda a Terra será cheia de Jesus, todo o universo será inundado de Jesus, tudo refletirá Jesus! Este é o plano, o propósito no qual Deus está empenhado. Este precisa ser, também, o pulsar do nosso coração.

 

Que Deus nos conceda a revelação de Jesus! Ele é o início, o meio e o fim. Por causa dEle, por meio dEle e para Ele são todas as coisas. No princípio era Jesus, e Jesus estava com Deus e Jesus era Deus. Ele estava no princípio com Deus. Todas as coisas foram feitas por intermédio dEle e, sem Ele, nada do que foi feito se fez! Jesus é q alfa e o ômega, a razão, o método e o objetivo final.

 

Começamos a compreender que o propósito de Deus tem duas dimensões:

Primeira dimensão – (fala do propósito de Deus para todo o universo) – O supremo propósito de Deus é de fazer convergir todas as coisas em Cristo. Se o plano do Pai é centralizar Jesus, de fazer todas as coisas convergirem para o Filho, aonde nos encaixamos dentro desse propósito? Deus, na Sua bondade, escolheu não executar Seu plano sozinho. O Pai nos criou para que juntos, Deus e nós, glorifiquemos o Filho pelos séculos dos séculos. ‘

 

Segunda dimensão – (fala do propósito de Deus para com o homem) – O propósito de Deus para o homem é de fazê-Lo pertencer a uma família de muitos filhos semelhantes a Jesus.

O Pai nos criou com o objetivo de sermos uma família de muitos filhos semelhantes a Jesus para que o Filho possa receber toda honra e glória ­Efésios 1: 4-5, Romanos 8:28-29, Hebreus 2: 10. Para começar a participar do plano eterno de exaltação de Jesus precisamos nos tornar parte da família eterna, ou seja, precisamos passar pela porta de entrada do reino do Filho.

 

A. passagem pela porta fala de uma experiência pessoal com o Senhor Jesus. Essa experiência tem um caráter de base, alicerce, fundação para a construção que será efetuada em nossas vidas. Sabemos que Deus tem um plano em mente: o de exaltar e glorificar a Seu Filho. Todavia, quando decidimos começar nosso discipulado com o Senhor, precisamos passar pela porta de entrada do reino de Deus. Isso significa nascer de novo pela fé (João 1: 12), crer em Jesus, arrepender-se de seus pecados, ser batizado, ungido e enxertado na videira.

 

Logo após passarmos pela porta de entrada, trilhamos o caminho rumo ao alvo (propósito eterno). Esse caminho é trilhado por todos os que já pertencem a Ele. O caminho a ser percorrido é o caminho da comunhão com Ele até sermos transformados à Sua semelhança. Para chegarmos ao alvo, precisamos ser transformados à semelhança de Jesus, isto é, o Seu caráter precisa ser formado em nós. Não trataremos nestes estudos sobre o caminho. Fixaremos nossa atenção na porta de entrada, no alicerce.

 

Entendemos que o tamanho e estabilidade da construção a ser erguida depende diretamente da qualidade do fundamento colocado. Se quisermos percorrer esse caminho e estarmos certos de que podemos alcançar o alvo, precisamos ter o fundamento correto e apropriado para tão grandiosa construção. Precisamos, portanto, conhecer o fundamento: o próprio Senhor Jesus!

 

“Porque ninguém pode lançar outro fundamento além do que foi posto o qual é Jesus Cristo”. (1 Coríntios 3: 11 )

 

Miriam Coimbra – mcoimbra@portoweb.com.br

 

 

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Sobre fabriciocarneiro

Um pecador remido pelo sangue poderoso de Jesus Cristo. Regenerado, transformado e sendo capacitado para manifestar o Reino de Deus na Terra.
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